A distinção mais importante
Estimativas não representam dados financeiros privados dos operadores e devem ser interpretadas dentro das premissas e dos intervalos de confiança apresentados.Fato, estimativa e previsão
A ChargeScope trabalha com diferentes graus de certeza e os mantém separados. Ao ler qualquer análise, é essencial distinguir:
- Observado: informação pública coletada, como a aparência de disponibilidade de um conector.
- Calculado: indicadores derivados diretamente das observações, como a ocupação.
- Modelado: estimativas que dependem de premissas, como energia e receita.
- Previsto: projeções sobre o futuro, com incerteza explícita.
- Verificado (first-party): dados fornecidos voluntariamente por clientes, quando disponíveis.
Tipos de dados
A plataforma pode combinar, quando disponíveis:
- dados estáticos de estações (localização, potência, conectores);
- sinais dinâmicos de disponibilidade ao longo do tempo;
- observações históricas acumuladas;
- preços públicos de recarga;
- informações de potência e tipo de conector;
- dados geoespaciais;
- estatísticas públicas de frota;
- informação demográfica e econômica;
- indicadores de tráfego e mobilidade;
- uso do solo;
- indicadores de turismo;
- dados de clientes (first-party), quando fornecidos voluntariamente.
Normalização dos dados
Fontes públicas diferentes descrevem o mesmo mundo de formas diferentes. Antes de qualquer cálculo, é preciso padronizar:
- identificadores de estações;
- rótulos de status;
- definições de conector;
- intervalos de atualização;
- formatos geográficos;
- estruturas de preço;
- a semântica de “disponível”.
Metodologia de ocupação
Conceitualmente, a ocupação estimada é calculada como:
Ocupação estimada = tempo observado como em uso ÷ tempo total em que o conector pôde ser observado
Na prática, é preciso tratar cuidadosamente:
- observações ausentes;
- períodos offline;
- status desconhecido;
- intervalos de coleta (polling);
- aproximação das fronteiras de sessão;
- conectores duplicados;
- indisponibilidade da estação;
- atrasos na atualização de status.
Estimativa de energia
Tempo ocupado não é o mesmo que energia entregue. Uma estimativa de energia depende de:
- potência nominal do carregador;
- potência efetiva típica;
- curvas de carregamento;
- mix de veículos;
- duração da sessão;
- tipo de conector;
- compartilhamento de potência;
- estado de carga da bateria;
- fatores ambientais;
- limites da própria estação.
Estimativa de receita
A receita bruta estimada parte de uma relação simples:
Receita bruta estimada = energia estimada × preço público aplicável
Mas ela precisa acomodar diferentes estruturas comerciais:
- preço por minuto;
- taxas de conexão;
- taxas de ociosidade;
- sessões gratuitas;
- tarifas promocionais;
- premissas de impostos;
- taxas de pagamento;
- acordos de participação na receita.
Receita bruta não é lucro
A receita bruta estimada é apenas o faturamento antes de custos e impostos. Dela ainda precisam ser descontados energia, operação, taxas e demais despesas para se chegar a qualquer resultado.Previsão
As projeções podem combinar diferentes categorias de modelo, conforme os dados disponíveis e a validação possível:
- métodos de séries temporais;
- modelos geoespaciais;
- regressão;
- modelos de gradient boosting;
- análise de cenários;
- curvas de adoção;
- intervalos de confiança;
- validação contra a utilização observada.
Níveis de confiança
Cada estimativa recebe uma leitura de confiança, comunicada por texto e forma — nunca apenas por cor:
| Nível | Quando se aplica |
|---|---|
| Alta confiança | Boa cobertura de observações e padrões estáveis. |
| Confiança moderada | Cobertura parcial ou variabilidade relevante. |
| Baixa confiança | Observações escassas ou forte incerteza local. |
| Dados insuficientes | Não há base para uma estimativa responsável. |
Limitações
Somos explícitos sobre o que as análises não conseguem capturar:
- dados públicos incompletos;
- mudanças de status com atraso;
- recarga privada não observada;
- indisponibilidades não reportadas;
- impossibilidade de identificar cada veículo;
- incerteza na distribuição local de elétricos;
- incerteza no tráfego de passagem;
- tarifas em mudança;
- concorrência em mudança;
- sazonalidade;
- mudanças regulatórias futuras;
- evolução da tecnologia dos veículos.
Por isso, as estimativas orientam decisões, mas não substituem a devida diligência técnica, elétrica, regulatória, jurídica e financeira. Veja também a política editorial e o glossário.